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Renata Vasconcellos se revolta com Bolsonaro e detona Presidente no ‘Jornal Nacional’

Bruno Pinto

O nome de Pedro Guimarães, sem dúvidas, se tornou um dos assuntos mais comentados na mídia. O agora ex-presidente da Caixa Econômica Federal foi acusado de assédio sexual e moral por cinco mulheres, que alegaram ter sido tocadas intimamente, além de terem recebido convites que ultrapassam o limite profissional. Entretanto, nem mesmo as graves denúncias foram capazes de fazer o presidente Bolsonaro tomar uma atitude severa de forma imediata.

Somente depois de quase 24 horas, o afastamento de Pedro foi anunciado. Diante da demora da decisão do Presidente da República, muita gente se mostrou indignada e não pensou duas vezes antes de detonar a postura de Bolsonaro. Uma pessoa que não fez questão alguma de esconder sua revolta foi Renata Vasconcellos. Durante a edição do “Jornal Nacional” desta quarta-feira (29), a âncora do telejornal mais assistido da televisão brasileira soltou o verbo pra cima do presidente.

A companheira de bancada de William Bonner ressaltou o quanto Jair demorou para tomar a devida providência, que deveria ter anunciada pouquíssimo tempo após tomar conhecimento da denúncias: “O Brasil passou quase vinte horas na expectativa de que o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, demitisse o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Ontem o país tomou conhecimento de que funcionárias o acusaram de de assédio sexual”.

A jornalista comentou que Pedro Guimarães e Bolsonaro sempre estiveram juntos e ressaltou que, diante do caso polêmico, a demissão do até então presidente da Caixa Econômica seria algo que não possuía uma outra alternativa que não fosse a demissão: “Desde o início do governo, ele foi um aliado muito próximo de Bolsonaro, mas a gravidade da situação tornava insustentável a permanência no comando de um banco estatal”.

Por fim, Renata Vasconcellos continuou dando ênfase na falta de atitude de Jair Bolsonaro e ainda alfinetou a forma com que o Presidente tratou o caso e das manobras feitas internamente para que Pedro deixasse o cargo da melhor forma possível: “E quase 20 horas depois da eclosão de mais esse escândalo, ele pediu demissão. Uma concessão de Bolsonaro para que o aliado não fosse demitido”, finalizou a apresentadora do “Jornal Nacional”.