Para atuar em ‘Travessia’, Jade Picon obrigou Globo a desembolsar uma bolada

Bruno Pinto

A escalação de Jade Picon para atuar em “Travessia”, próxima novela das nove, continua dando o que falar. Desde quando o assunto ainda era mera especulação, a Rede Globo já vinha sendo duramente criticada por grande parte do público, que não concordava com a oportunidade concedida a moça. Se não bastassem as críticas nas redes sociais, a direção da emissora dos Marinho se deparou com um outro problema que, desta vez, acabou causando prejuízo aos cofres do canal.

Isso porque, a influenciadora digital não possui DRT, que é um documento exigido pelo sindicato da categoria para que atores e atrizes possam atuar. Em meio a polêmica de escalar uma atriz que não cumpre um dos requisitos básicos para fazer parte do elenco de uma novela, a Globo precisou se movimentar nos bastidores e correr contra o tempo para conseguir reverter a situação da ex-participante da vigésima segunda edição do “Big Brother Brasil”.

Para evitar qualquer tipo de problema, os executivos da Globo procuraram o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro em busca de uma autorização para que Jade possa atuar na novela escrita por Glória Perez. Mas engana-se quem acha que basta fazer o pedido a entidade competente para que o a solicitação seja atendida. Isso porque, a emissora carioca ainda foi “obrigada” a desembolsar uma grana alta para receber o tão esperado aval do Sated-RJ.

Segundo informações divulgadas pelo portal Notícias da TV, a Rede Globo precisou pagar o equivalente a 20% do valor descrito no contrato da influenciadora digital. Além disso, a direção da emissora dos Marinho precisou cumprir uma série de exigências que são solicitadas pelo sindicato em casos como o de Jade Picon. Sendo assim, dirigentes do canal precisaram levar as documentações necessárias pessoalmente na entidade. Vale ressaltar que, mesmo pagando a taxa e os documentos estando certo, cabe ao sindicato aprovar ou não o pedido.

“Entendemos que tem pessoas que ainda são novas na função e precisam trabalhar, mas o artista, para fazer qualquer trabalho, a produtora teria que exigir o registro. Eu não tenho o porquê de furtar a oportunidade de trabalho de ninguém.. A produtora [Globo] vai ter que me dizer o porquê de você não ter o registro, vai ter que justificar o pedido, e aí tem uma banca que analisa. E aí a gente pesquisa para saber se você nunca deu entrada no registro. Por que que você não tem? A gente faz uma pesquisa e essa banca decide se libera ou não”, disse uma fonte que trabalha no Sated-RJ ao site.