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Natuza Nery se revolta com PEC e detona Bolsonaro na Globo News

Bruno Pinto

Se tem um assunto que está dando o que falar, sem dúvidas, é a PEC Kamikaze, que tem por objetivo liberar gastos do Governo Federal, além da possibilidade de criação de diversos benefícios sociais em um ano muito importante para o país: O eleitoral. Em meio a polêmica gerada em torno do assunto, Natuza Nery, da GloboNews, se mostrou indignada com a forma com que diversos políticos estão tratando o caso e não pensou duas vezes antes de detonar Jair Bolsonaro.

Durante o programa “Estúdio i”, a jornalista não poupou palavras para descrever tudo aquilo que estava engasgado em sua garganta: “É uma discussão perigosíssima, pois fica parecendo que você está do lado dos poderosos, quando, na verdade, quem está ao lado desses poderosos são os políticos que patrocinaram essa emenda. Até mesmo aqueles que acham isso um absurdo, não tem coragem de votar contra. O único que votou contra foi o senador José Serra”.

Natuza disse que o presidente só tomou uma atitude em decorrência de pressão: “Tem vária pegadinhas aí. O que é realmente estar ao lado da população? É ter um programa decente de transferência de renda desde o dia em que o presidente foi eleito, o que não aconteceu com Bolsonaro. Ele só foi fazer uma transferência de renda, que não era um programa, em razão de uma pressão externa para que ele fizesse alguma coisa para proteger a população mais vulnerável”.

A jornalista condenou a postura de Bolsonaro que, segundo ela, age em prol de seu ego: “Foi o Congresso com a oposição que pressionaram e subiu para R$500. Daí Bolsonaro não quis fica por baixo e deu R$600. Ou seja, nunca foi sobre a população de baixa renda, porque se fosse, eles não dormiriam com 33 milhões de pessoas sem ter o que comer. Mas eles dormem bem, eles comem bem, fazem festas, vão a jantares em Brasília, é tudo ótimo na vida deles, sem reparos a fazer”.

Por fim, Natuza Nery descreveu toda essa movimentação como um ato desesperado do presidente, tendo em vista que sua situação é amplamente desfavorável nas pesquisas eleitorais: “No desespero, Bolsonaro não cresce nas pesquisas, o adversário tá lá na frente, numa posição consolidada, daí eles resolvem fazer um programa que tem por princípio a compra de voto. A minha dúvida mesmo é se vão vender esse voto. O dinheiro está ali para ser comprado, mas voto majoritário no Brasil, para Presidente da República, é o único momento em que o empregado, se tiver empregado, tem o mesmo peso do que o patrão, pois o voto dele vale igual”.

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