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Gabriel Luiz volta à Globo após ataque e é recebido com aplausos

Vitor Caique

O jornalista Gabriel Luiz, vítima de latrocínio, sendo esfaqueado em abril, voltou à sede da TV Globo em Brasília, onde trabalha como repórter e editor. A volta às atividades aconteceu nesta quinta-feira (7), em uma visita para rever os amigos de trabalho, sendo recebido com uma salva de palmas de toda a redação, mas, o comunicador ainda está afastado para se recuperar.

“Depois de tanto tempo longe, reencontrei o pessoal da redação. São pessoas que me viram crescer, errar, aprender. Já são quase 10 anos com essa turma. Não deu para segurar o choro”, escreveu Gabriel Luiz, em um post no Twitter, onde publicou o vídeo emocionante de seu retorno à Globo, com diversos profissionais de pé aplaudindo o comunicador, que se emocionou com a homenagem.

Vale lembrar que Gabriel recebeu alta médica em maio, após ficar 23 dias internado. Ele teve o pâncreas dilacerado pelas facadas e foi submetido a cirurgias de emergência. Recentemente o jornalista chegou a postar uma mensagem no Instagram, mostrando as cicatrizes do acontecido, e comentando sobre as marcas no corpo, em um texto que foi bastante comentado na web.

Gabriel Luiz fala sobre marcas no corpo

Gabriel, repórter da Globo postou nos últimos dias um texto com uma foto na praia, exibindo as marcas do crime que quase tirou sua vida. “Meu corpo carrega as marcas – visíveis e invisíveis – do que fizeram comigo. Mesmo convivendo em paz com elas, olho pra mim e vejo a violência do que foi e o susto do que poderia ter sido. As cicatrizes, principalmente as mais internas, são um lembrete diário. De esperança, muita gratidão e vida, mas também de indignação, de algo que nunca vai ser normal aceitar e que não deixa de doer. Eu vivo as consequências da inconsequência dos outros”, comentou Gabriel, que continua.

“E pode parecer contraditório, mas depois disso eu precisei confiar ainda mais nos outros. Sei da minha força, mas é nos outros que encontrei o abraço pra me proteger, o apoio pra me levantar. Aprendi que não estou sozinho. Nunca foi só eu comigo mesmo”, finaliza o repórter da Globo, que mesmo após sua saída do hospital, continua fazendo fisioterapia e o tratamento devido ao ataque que sofreu.