ExclusivoEntre sonho do Carnaval e demissões, incoerência marca bastidores da Band

Danilo Reenlsober

O clima nos corredores da Band é de total incoerência. Enquanto alguns diretores relatam aos quatro cantos o “sonho” da emissora paulista em assumir a transmissão dos desfiles das Escolas de Samba de São Paulo já no próximo carnaval, outros precisam lidar com uma realidade muito menos “glamourosa”: a das demissões, que devem afetar até mesmo as principais áreas da casa.

O retorno de Faustão à Band acabou gerando uma crise financeira e uma onda de demissões. Isso porque o “Faustão na Band”, exibido de segunda a sexta-feira, gera um grande custo para a empresa, mas os valores arrecadados não têm sido suficientes para fechar a conta no azul no final do mês.

O “Faustão na Band” gasta muito dinheiro. A maneira encontrada pela direção da Band para economizar foi organizar uma série de demissões. Esses cortes começaram há algumas semanas. A situação é tão ruim que tais demissões não afetam apenas a equipe de Fausto Silva, como também outros setores.

Em contrapartida, a emissora parece não ter se incomodado com a situação, já que cresceu os olhos para um dos principais eventos populares do Brasil: o Carnaval. Segundo o colunista Flávio Ricco, do R7, Representes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo se reuniram com a direção da Band. A ideia principal é que a emissora assuma a transmissão dos desfiles das escolas de samba paulistanas dos dois grupos principais, já em 2023. Hoje, a transmissão é feita pela Globo.

A informação caiu como uma bomba nos corredores da emissora de Johnny Saad. Fontes ouvidas pelo MIXTURANDO disseram que o diretor da Band, Antônio Zimmerle, principal interessado em adquirir os direitos da transmissão do Carnaval, está totalmente fora da realidade vivida pela empresa. Muitos funcionários têm se perguntado como a Band vai fazer essa aquisição se não tem dinheiro nem para pagar os salários.

A coisa ainda piora, já que as demissões vão continuar nas próximas semanas e afetar até o jornalismo e o esporte, carros-chefes da emissora. Ainda segundo informações apuradas pelo MIXTURANDO, todos os setores da emissora precisam cortar cerca de 25%. Por isso, alguns profissionais da casa veem como “loucura” as conversas sobre o Carnaval.

Ainda na semana passada, a Vibra acabou com a equipe que cuidava das redes sociais do “Faustão na Band”. A empresa é uma startup de inovação do Grupo Bandeirantes de Comunicação focada em inteligência e solução de negócios a partir de dados. O corte atingiu cerca de 20 pessoas. A emissora alegou a quem foi desligado que não atingia o retorno esperado.