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Catia Fonseca detona censura de temas políticos no humor: ‘Mundo tá chato’

Bruno Pinto

Os telespectadores que assistiram ao programa “Melhor da Tarde” desta segunda-feira (18), notaram que Catia Fonseca estava com a língua afiada. Indignada com a alta dos preços de diversos alimentos, principalmente do leite, que já ultrapassa os R$8 em vários estados do país, a apresentadora não poupou palavras para descrever o que estava sentindo e, além de alfinetar a classe política, ainda detonou a censura de temas políticos no humor.

A contratada da Band não se conteve e indagou seu colega de trabalho assim que escutou que os impostos sobre produtos derivados do leite foram zerados desde o início de junho: “Se o produtor está vendendo a R$2,50 e tá custando R$10, quem é que está levando todo esse dinheirão aí? Essa diferença de mais de R$7 vai para quem? Eles dizem que zeraram o imposto do leite, mas zeraram na terra de quem? Só se for na terra dos nossos políticos, né?”, iniciou.

Sem pensar duas vezes, a apresentadora do “Melhor da Tarde” ironizou a classe política e a forma como aqueles que deveriam representar a população se comportam: “Se tem uma coisa que esses políticos sabem fazer, e fazem com precisão, é puxar sardinha para o lado deles. É uma atrás da outra… Daí, na calada da noite, eles se juntam, depois se separam, fingem que se odeiam e depois tá todo mundo se abraçando e olhando seus próprios benefícios e o povo só tomando”.

Na sequência, Catia aproveitou o assunto para criticar a censura que vem sendo imposta nos programas de humor da atualidade que, ao contrário do passado, estão sendo “impedidos” de fazer um humor mais ácido e crítico: “O pior é que nem programa humorístico a gente pode ter mais, porque o mundo hoje está tão chato, que qualquer piada é chamado de assédio, é dito isso ou aquilo. Então, nem piada pode se fazer com isso. Antigamente a gente não tinha? O Chico Anysio, o ‘Casseta e Planeta’ fazia isso”.

Por fim, a apresentadora ressaltou a importância desse tipo de humor, que segundo ela, fazia o povo refletir sobre os momentos: “Na época, a gente tinha piada mesmo, um humor que criticava o governo, que criticava as coisas que estavam erradas… Mas hoje não pode! Daí fica essa palhaçada, pois não faz ninguém pensar em cima disso. A gente tem que trabalhar mais de cinco meses só para pagar impostos. O que a gente tem hoje? Nada! Nem mesmo o que a outra ganhou atrás da moita”.