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Mulher faz relato e acredita ter sido vítima de médico anestesista preso por estupro

Bruno Pinto

O caso do médico Giovanni Quintella, preso em flagrante sob acusação de estupro de uma paciente durante uma cesariana, continua ganhando grande repercussão na mídia e causando revolta em muitas pessoas. Em meio a prisão do anestesista de 32 anos, outras possíveis vítimas estão desesperadas ao se depararem com a imagem do profissional sendo divulgada em todos os meios possíveis. Umas delas é Naiane, que contou detalhes do procedimento cirúrgico realizado por Giovanni.

Durante o “Encontro” desta quarta-feira (13), a moça contou que levou um choque ao descobrir que o médico responsável por sua cesariana estava sendo acusado de estuprar uma paciente: “A principio eu não havia o reconhecido, pois só vi uma foto de longe, porém, quando vi a imagem mais aproximada do rosto dele, eu lembrei na hora de quem se tratava. O primeiro sentimento que tive foi de revolta. Eu comecei a chorar e me tremer toda. Logo em seguida, bateu aquela dúvida de eu ter sido uma das vítimas também. Foi desesperador e cheguei a ter crise de ansiedade”.

Ao ser questionada por Patrícia Poeta, Naiane afirmou ter estranhado algumas atitudes de Quintella: “Primeiro eu estranhei o fato dele falar baixo e muito próximo do meu ouvido. Isso me chamou atenção, pois nas outras cirurgias que fiz, os anestesistas mantiveram consideravelmente distante de mim, ao contrário dele. Mas, na hora, mesmo estranhando, eu cheguei a pensar que era apenas tensão minha ou que ele não quisesse atrapalhar a equipe”.

Ao contrário do que muitos estavam pensando, a vítima só era sedada completamente após a criança nascer: “O meu marido entrou no momento do nascimento da criança, quando ainda estava sedada da cintura pra baixo, e viu o nascimento. Quando o bebê foi levado, o meu marido foi junto e, logo em seguida, eu fui sedada por completa. Como eu ia fazer uma segunda cirurgia, eu achei que a sedação fazia parte do procedimento, que tudo aquilo era completamente normal, o que já sei que não é”.

A moça, que é mãe de três filhos, contou que, quando o efeito da anestesia foi acabando, ela não escutava a voz de ninguém, exceto do anestesista: “Após sedação, não senti nada de estranho. Eu fui acordando aos poucos, com eles ainda terminando o procedimento. Depois eu apaguei de novo e só fui acordar instantes depois, com esse ‘ser’ me chamando e dizendo que a cirurgia havia terminado. Nesse momento, eu não conseguia falar, apenas ouvir a voz dele”.

Por fim, Naiane revelou o que está sentindo após a descoberta do crime: “A gente aqui não está bem. Eu tive algumas crises de ansiedade por conta disso e as noites não estão sendo nada tranquilas, acordando bastante durante a madrugada. Estamos muito aflitos, principalmente por conta da incerteza de ter ou não acontecido comigo. A gente confia a nossa vida a um profissional da saúde e depois pode descobrir ter sido vítima de estupro. Eu me sinto péssima, pois é algo nojento e estarrecedor”.