Ainda em tratamento

Solange Almeida volta a falar de abstinência de cigarro eletrônico e revela tratamento psicológico

Vitor Caique

A cantora Solange Almeida revelou nos últimos meses que o uso excessivo de cigarro eletrônico quase fez com que sua carreira de mais de 30 anos na música acabasse. A artista musical foi entrevistada em uma reportagem especial no programa “Domingo Espetacular”, da Record TV, na ocasião, a ex-Aviões do Forró disse que tinha conseguido parar com o uso do cigarros antes que ficasse com sequelas graves.

Depois do assunto viralizar, Solange Almeida voltou a se manifestar, desta vez em entrevista ao podcast “O Assunto”, do G1. No bate-papo, a compositora contou que até hoje faz tratamentos psicológicos, toma remédios para depressão e ansiedade, tudo por causa do cigarro eletrônico, que te causou dependência intensa e precoce. A cantora iniciou o papo falando do período em que usava o objeto, que tem regras de proibições pela Anvisa.

“Me vi completamente viciada naquilo. De gastar rios e rios de dinheiro, era um absurdo. Eu tinha espalhado por vários cômodos da casa, eu fumava escondido. Se tornou algo incontrolável para mim. Chegou um ponto que eu não podia ficar sem. Eu tinha dentro do carro, em várias bolsas, na gaveta da cozinha, no bolso da calça. Uma dependência tão absurda que quando faltava, eu pirava. Eu passei a ter algumas alucinações, crises de ansiedade”, comentou.

Solange ainda voltou a falar sobre os sintomas que começou a sentir por conta do uso do cigarro eletrônico. “Eu sentia uma falta de ar absurda. Eu não conseguia deglutir, era desesperador para mim. A minha voz praticamente sumiu, eu evitava cantar, pensei até em desistir porque eu tinha vergonha que a voz não chegava”, afirmou a artista.

Por fim, a cantora revelou que ainda mantêm os tratamentos, principalmente os psicológicos por conta do uso e abstinência do objeto e substância. “Deixar de usar não foi tão fácil como eu imaginei que seria. Tive que procurara médicos, fazer tratamentos psicológicos, respiratórios. Até hoje faço tratamento de terapia vocal. O meu pulmão foi se recuperando. Aos poucos a minha voz foi voltando. Até hoje eu ainda faço uso de remédio contra a depressão, contra pânico, contra ansiedade. E tudo isso foi decorrente do cigarro eletrônico.”